segunda-feira, 22 de março de 2021

A cultura de avaliação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): entre a avaliação externa e a autoavaliação

 A cultura de avaliação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): entre a avaliação externa e a autoavaliação

Resumo 

Este artigo propõe-se a realizar uma análise da trajetória da avaliação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a partir de entrevistas com os gestores que estiveram à frente da Secretaria de Avaliação Institucional (SAI), desde o seu surgimento nos anos 2000 até 2016 (ou seja, quatro gestores). Destacam-se do contexto mais geral de avaliação nacional as iniciativas locais que foram sendo adaptadas para atender às demandas por uma avaliação mais global, passando pelas diferentes gestões e o respectivo foco de sua atuação durante o processo. Procura-se compreender o modo como a UFRGS, ao longo do tempo, vai constituindo uma cultura de avaliação. Palavras-chave: Cultura Interna. Autoavaliação. Avaliação Externa. Cultura de Avaliação. 

A cultura de avaliação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): entre a avaliação externa e a autoavaliação
Magalhães, Nara Maria EmanuelliRodrigues, Cláudia Medianeira Cruz

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Zygmunt Bauman - Mundo Líquido por Leandro Karnal

Sociedade Líquida
A racionalidade do moderno prometeu segurança, valores éticos, conhecimento científico. Princípios categóricos eram ideais para controle humano. Igualdade, fraternidade, liberdade pregava o culto à razão. A sociedade perfeita. Logo se viu a perda da razão, o terror, a guerra, o holocausto. A segurança se desfaz, o medo toma novas formas, a sociedade se desfaz, como ondas de uma realidade quântica geram incertezas. Sociedaďe líquida onde tudo é efêmero e inseguro. Relações humanas à distância. Diversas realidades virtuais. Mas o que é realidade? Não sabemos mais. É algum lugar, nem fora de nós, nem dentro. Algum lugar, um mundo paralelo que não está em lugar algum. 


 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

O ceticismo empírico dos gregos

 O CETICISMO EMPÍRICO DOS GREGOS

TEKNAI - ARTES, EPISTEMI - CIÊNCIA

CRÍTICO AO DOGMATISMO

DEFENSOR DAS ARTES

RECONHECE OS FENÔMENOS  NATURAIS

AS EXPERIÊNCIAS DO MUNDO E DA VIDA SÃO IRRECUSÁVEIS

Nessa vida comum do mundo, detectamos regularidades. 

As tecnais observam, a medicina, a arte da navegação, usam o passado para dizer o futuro. As experiências que vivenciamos. 

Basear-se nas evidências é aquilo que se dá numa experiência comum que se dá a todos nós.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Avaliar é amar.

AVALIAR É AMAR
“É preciso criar uma Casa da Avaliação que funcione como uma base para as aplicações, seja na propriedade ou em outros lugares, e desenvolva seus próprios estudos sobre a avaliação. Este trabalho é uma tentativa de esboçar um plano para esta estrutura e começar a construir sobre as pedras da fundação que já se encontram no local há muito tempo. Mas ele precisa começar recorrendo contra a legislação discriminatória de zoneamento que visa especificamente excluir uma Casa-Grande da Avaliação.” Scriven
Avaliar algo é descobrir erros e acertos. Discernir o certo do errado. Não com a intenção de fulminar, exterminar, mas de edificar e fortalecer. Se não houver união e propósito o edifício sólido de um programa é só aparência. Só mais uma construção na areia, que vindo os desafios e as tempestades contrárias toda estrutura se desmorona. Saber avaliar um programa e sua implementação é descobrir algo de valor, é encontrar um tesouro. Descobrir que determinado programa vai dar certo, corrigir os erros sem olhar as muralhas a nossa frente. Na verdade ultrapassá-las, derrubá-las. Gigantes serão derrubados com as armas da excelente avaliação. Avaliar exige estratégia e abordagens. Uma boa metodologia. Um bom cheiro do dia a dia. Saber conviver e entender o contexto. Se fazer de tudo para de todos os meios entender a todos. Sentir no corpo as marcas de um projeto, um programa. Saber avaliar é amar, e o amor não se porta com leviandades, não se ensoberbece. Antes cuida, tem interesse, se aprofunda. Sabe que futuros brilhantes estão à frente dos assistidos por um programa. A nossa esperança nos leva a acreditar em um futuro promissor. Em um lugar onde jovens, homens e mulheres terão seu lugar de destaque, um lugar de leite e mel, de êxito e sucesso. Márcio Ruben -Tecs.info


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Engenharia de Software e a Gestão da Avaliação

Efeito de Onda



Y



 

domingo, 10 de janeiro de 2021

A GRANDE PEGADA

Efeito de Onda

 A GRANDE PEGADA



PÉ GRANDE




Avaliação

Grande pegada (marca) – se decompõe em seis dimensões:

·         Profundidade: importância que a pegada deixa sobre o indivíduo padrão afetado.

·         Extensão: duração dos efeitos sobre os indivíduos (marca do calcanhar – início e marca da sola do pé – duração dos efeitos).

·         Amplitude: quantidades de indivíduos afetados.

·         Quantidade: quantidade de esforços dentro do projeto.

·         Direção: o projeto deve caminhar para frente, não para os lados. Delineamento e implementação.

·         Localização: Como é o solo? Rochoso, não explorado, analisar a energia gasta, a redundância, os recursos disponíveis.

*Boas intenções ou objetivos podem não deixar pegadas. É preciso mostrar que seu projeto foi o responsável pelas pegadas. Pode haver marcas da sola sem marcas do calcanhar. A areia soprada sobre as pegadas podem apagá-las.  







sábado, 5 de dezembro de 2020

LISTA CHAVE DA AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS (AT)

 

LISTA CHAVE DA AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS (AT) POR MICHAEL SCRIVEN*


  1. Nome, objetivo e natureza da Tecnologia. 
    • O que será avaliado? A descrição deve fornecer uma visão geral e um método de identificação da tecnologia utilizada.
  2. Teste de Desempenho.
    • Testar inclui testar a ergonomia (interface humana) da facilidade de aprendizado/uso, segurança, e assim por diante- e quaisquer outras características do design que não são testadas em outras rubricas. Assim, a estética do design deve ser testada no mercado onde houver sinais de reações fortemente favoráveis/não favoráveis, visto que isto afeta o uso e as vendas.
    • Testar inclui testar todas as 'características e falhas' que estejam relacionadas ao uso pretendido do produto ou não; bebês não leem manuais de instrução e sinais de aviso. E isso inclui encontrar características e defeitos não aparentes a partir de estudos de uso.
  3. População Impactada.
    • Quem será (ou foi) afetado, direta ou indiretamente?
  4. Análise de Custo.
    • Para cada subgrupo da população impactada. Deve incluir custos não monetários e monetários, por exemplo, custos à saúde, custos à qualidade de vida e vida profissional (por exemplo, nível de barulho), custos legais e éticos, isto é, todos os resultados negativos relacionados à obtenção e sustento da tecnologia. A AT é notável por sua preocupação com o impacto ambiental, por exemplo, efeitos sobre recursos escassos, poluição, efeitos da infraestrutura (por exemplo, as estradas e não as não as operações de mineração em si), perda de empregos, principalmente para grupos específicos (minorias, mulheres, mães, e assim por diante), efeitos sobre o setor privado, sobre a centralização do poder e habitação - tudo isto imediatamente e em  longo prazo, incluindo desdobramentos prováveis (note o componente do futurismo).
  5. Análise de Benefícios.
    • O outro lado da moeda dos custos. Notadamente os retornos à sociedade, como a geração de empregos (para começar e como os resultados da tecnologia), contribuições ao conhecimento ou progresso da tecnologia, empoderamento, redução da urbanização excessiva e benefícios éticos como melhorias nos direitos humanos; mais uma vez, imediatamente e em longo prazo, e derivações.
  6. Comparações.
    • Quais são as alternativas? Como elas se comparam? É hora de lembrar as lições da tecnologia apropriada. Heliógrafos provavelmente são melhores do que telégrafos, mas eles são esquecidos no andar do progresso, concebido de maneira simplista.
  7. Impacto sobre o mercado.
    • Aqui, é preciso distinguir diversos tipos de mercado: o 'mercado natural' (como com a apócrifa melhor ratoeira - o mercado encontra o produto) vs. o mercado artificial (cosméticos) vs. o mercado assistido (informações sem a venda ativa, por exemplo, planejamento familiar, mas possivelmente com algum esforço para relacionar populações para as quais não há retorno líquido independente, mas que se beneficiariam coletivamente, por exemplo, videodisk em escolas), mais uma vez, procure resultados de curto e longo prazo da tecnologia e das derivações prováveis.
  8. Avaliação Geral.
    • Combina o descrito anteriormente e se relaciona a questões relevantes, normalmente se deve oferecer apoio por meio de investimento de recursos escassos, facilitação etc., ou mudar para um banimento ou taxação. Normalmente, requer uma análise mais focada no custo-benefício do que uma de custo-efetividade direta. 
  9. Recomendações.
    • Se o conhecimento local e político for bom o bastante; nem sempre possível, mesmo quando uma AT abrangente é realizada porque, por exemplo, pode-se não ser capaz de prever qual será a resposta do mercado de capital a uma nova oferta. 
Referência: SCRIVEN, Michael. Avaliação, um guia de conceitos. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro. 2018.
Michael Scriven é professor honorário no departamento de Ciência Organizacional e do Comportamento da Claremont Graduate University, na Califórnia, EUA. Foi presidente da American Educational Research Association (AERA) e da American Evaluation Association (AEA). Recebeu prêmios diversos, incluindo o Lazarsfeld Award da AEA, por suas contribuições à Teoria da Avaliação. É autor de mais de 400 publicações nas áreas de Avaliação, Filosofia da Ciência e Computação.

Para lembrar: 

LISTA-CHAVE DE VERIFICAÇÃO DA AVALIAÇÃO (KEC).

Michael Scriven - Avaliação Um Guia de Conceitos


  1. DESCRIÇÃO: O que será avaliado? A descrição deve fornecer uma visão geral e um método de identificação do mesmo programa.
  2. ANTECEDENTES E CONTEXTO: A base da perspectiva e delineamento. (formativa vs. somativa, rigorosa vs. ritualística, baseada em objetivos vs. livre de objetivos...).
  3. CONSUMIDOR: Quem é impactado pelos efeitos diretos e indiretos do avaliado, o 'grupo impactado ao final da linha'.
  4. RECURSOS: O que está disponível para uso pelo ou para o avaliado?
  5. VALORES: A fonte dos parâmetros para converter fatos em conclusões avaliativas.
  6. PROCESSO: Aplicam-se os valores identificados no ítem 5 ao processo que identificou-se na Descrição (ítem 1). Em seguida aplica-se aos Recursos (ítem 4).
  7. RESULTADOS: Quais efeitos são produzidos pelo avaliado, intencionais ou não?
  8. CUSTOS: Monetário vs. Psicológico vs. De pessoal vs. Tempo vs. Espaço; inicial de. Recorrente; direto vs. Indireto; nominal vs. Descontado; atual vs de oportunidade; por componentes; quando apropriados.
  9. COMPARAÇÕES: com opções alternativas - inclua opções reconhecidas e não reconhecidas, as disponíveis atualmente das que podem ser construídas.
  10. GENERABILIDADE: Utilidade, se usado por ou para outras pessoas/ lugares/tempos/versões.
  11. SIGNIFICÂNCIA: Uma classificação da importância geral, aplicada a uma síntese, custo-eficácia.
  12. RECOMENDAÇÕES: Elas podem ou não serem solicitadas, e podem ou não acompanhar uma avaliação.
  13. RELATÓRIO: O vocabulário, extensão, formato, meio, tempo, localização e pessoal para apresentação.
  14. META-AVALIAÇÃO: Este ponto de verificação é a ligação para um segundo nível de avaliação - Avaliação da avaliação da avaliação).

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