sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Aula com Profª Thereza Pena Firme

AULA COM A PROFESSORA THEREZA PENA FIRME FACULDADE CESGRANRIO

Um noite extraordinária, aula excepcional.
"Quando o homem descia na lua, eu descia da minha lua, terminava o meu doutorado".
"Um grande maestro foi parado por um anjo que lhe disse: Tenho uma excelente notícia para lhe dar, o senhor vai reger o coral celestial. - O maestro ficou muito feliz. Aí o anjo lhe disse. Tenho outra notícia, talvez não tão boa. - Amanhã às 10 horas está marcado o primeiro ensaio."
Serão oito encontros sobre avaliação com uma senhora de 91 anos que muito nos tem para ensinar. Deus a abençoe! No final ainda conversamos pessoalmente sobre Paulo Freire, Pedagogia, Filosofia e Teologia!
Juntos preciosos participantes diretor e coordenador da Faculdade e outros.





quinta-feira, 12 de setembro de 2019

LISTA-CHAVE DE VERIFICAÇÃO DA AVALIAÇÃO (KEC).



LISTA-CHAVE DE VERIFICAÇÃO DA AVALIAÇÃO

LISTA-CHAVE DE VERIFICAÇÃO DA AVALIAÇÃO (KEC).
Michael Scriven - Avaliação Um Guia de Conceitos


  1. DESCRIÇÃO: O que será avaliado? A descrição deve fornecer uma visão geral e um método de identificação do mesmo programa.
  2. ANTECEDENTES E CONTEXTO: A base da perspectiva e delineamento. (formativa vs. somativa, rigorosa vs. ritualística, baseada em objetivos vs. livre de objetivos...).
  3. CONSUMIDOR: Quem é impactado pelos efeitos diretos e indiretos do avaliado, o 'grupo impactado ao final da linha'.
  4. RECURSOS: O que está disponível para uso pelo ou para o avaliado?
  5. VALORES: A fonte dos parâmetros para converter fatos em conclusões avaliativas.
  6. PROCESSO: Aplicam-se os valores identificados no ítem 5 ao processo que identificou-se na Descrição (ítem 1). Em seguida aplica-se aos Recursos (ítem 4).
  7. RESULTADOS: Quais efeitos são produzidos pelo avaliado, intencionais ou não?
  8. CUSTOS: Monetário vs. Psicológico vs. De pessoal vs. Tempo vs. Espaço; inicial de. Recorrente; direto vs. Indireto; nominal vs. Descontado; atual vs de oportunidade; por componentes; quando apropriados.
  9. COMPARAÇÕES: com opções alternativas - inclua opções reconhecidas e não reconhecidas, as disponíveis atualmente das que podem ser construídas.
  10. GENERABILIDADE: Utilidade, se usado por ou para outras pessoas/ lugares/tempos/versões.
  11. SIGNIFICÂNCIA: Uma classificação da importância geral, aplicada a uma síntese, custo-eficácia.
  12. RECOMENDAÇÕES: Elas podem ou não serem solicitadas, e podem ou não acompanhar uma avaliação.
  13. RELATÓRIO: O vocabulário, extensão, formato, meio, tempo, localização e pessoal para apresentação.
  14. META-AVALIAÇÃO: Este ponto de verificação é a ligação para um segundo nível de avaliação - Avaliação da avaliação da avaliação).
DICIONÁRIO DA AVALIAÇÃO (ACESSO RESTRITO)

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Thesaurus Brasileiro da Educação

Thesaurus Brasileiro da Educação

thesaurus é um instrumento que reúne termos escolhidos a partir de uma estrutura conceitual previamente estabelecida e destinados à indexação e à recuperação de documentos e informações num determinado campo do saber.
Thesaurus Brasileiro da Educação (Brased) é um vocabulário controlado que reúne termos e conceitos, extraídos de documentos analisados no Centro de Informação e Biblioteca em Educação (Cibec), relacionados entre si a partir de uma estrutura conceitual da área. Estes termos, chamados descritores, são destinados à indexação e à recuperação de informações. Não é simplesmente um dicionário, mas um instrumento que garante aos documentalistas e pesquisadores o processamento e a busca destas informações. Acesse Thesaurus da Educação Brasileira INEP
 Thesaurus da Educação Brasileira - INEP

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Dicionário da Avaliação

O Dicionário reúne ensinos
De Michael Patton, Michel Scriven e outros.

Tipos de Avaliação
BASEADO NOS ESCRITOS DE MICHAEL SCRIVEN

AVALIAÇÃO
O processo de determinação do mérito, valor ou valor de algo;  ou o produto desse processo. As características especiais da avaliação, como um tipo particular de investigação (distinto, por exemplo, da pesquisa empírica tradicional nas ciências sociais).

Avaliação Absoluta
Avaliação expressa categórica ou incondicionalmente, em vez de relativamente, a determinado conjunto de valores.

Avaliação Arquitetônica
Envolve uma estrutura de lógica e uma camada externa de estética.

Avaliação autorrealizada
Avaliação reativa que traz à tona sua própria verdade e não seria verdadeira sem que fosse anunciada ou publicada.

Avaliação Autorrefutante
Avaliação cuja publicação traz à tona sua falsificação.

Avaliação Baseada em Objetivos
Qualquer tipo de avaliação baseada nas metas e objetivos do programa, pessoa ou produto, bem como no conhecimento destes e referenciada a eles.

Avaliação Baseada no Consumidor
Abordagem para a avaliação de (normalmente) um programa que começa com e se concentra no impacto sobre o consumidor ou clientela, ou – para ser mais exato – em total a população impactada.

Avaliação Conjunta
Avaliadores individuais de um grupo de projetos colaboram com um 'avaliador de grupo' para identificar problemas especiais que possivelmente possam solucionar juntos.

Avaliação da Implementação
Retorno ao mero monitoramento dos resultados de um programa. É mais fácil implementar; é mais difícil melhorar.

Avaliação de Alunos
Pode significar avaliação dos alunos, normalmente realizada por seus instrutores, realizada por alunos, normalmente de seus instrutores, avaliação do trabalho dos alunos, isto é, avaliação de desempenho.

Avaliação de argumentos
Distanciando-se do tudo ou nada, este tipo de avaliação avalia argumentos como mais fortes ou mais fracos, melhores ou piores. É apenas parte da lógica informal.

Avaliação de caixa-preta
Termo que se refere pejorativamente a uma avaliação somativa global, normalmente breve, é fornecida sem quaisquer sugestões para melhoria.

Avaliação de Componentes
Um componente de algo avaliado normalmente é uma parte física ou temporalmente discreta dele. A avaliação global ou holística de algo, pelo contrário, não envolve qualquer identificação, tampouco avaliação de seus componentes.

Avaliação de Desempenho
Avaliação de uma realização específica, na forma de resultado ou processo. Distingui-se avaliação pessoal de avaliação de desempenho.

Avaliação de Discrepância
Identifica as lacunas entre objetivos vinculados ao tempo (marcos) e o desempenho real nas dimensões dos objetivos.
(continua...)
 ...

Dicionário da Avaliação acesso restrito
E-mail gestaodaavaliacao@gmail.com
Dicionário da Avaliação
https://dicionarioava.blogspot.com/2019/08/dicionario-de-avaliacao.html?m=1
https://dicionarioava.blogspot.com/2019/08/dicionario-de-avaliacao.html?m=1

sábado, 7 de setembro de 2019

OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento

OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, ou OECD, em inglês) é uma organização internacional dos países desenvolvidos comprometida com os princípios da democracia representativa e da economia de livre mercado. Sua sede fica em Paris, na França. Foi criada em 30 de setembro de 1961, sucedendo à Organização para a Cooperação Econômica Européia, criada em 16 de abril de 1948.
Objetivo
• apoiar um crescimento económico duradouro;
• desenvolver o emprego;
• aumentar o nível de vida;
• manter a estabilidade financeira;
• ajudar os outros países a desenvolverem as suas economias;
• contribuir para o crescimento do comércio mundial.
A OCDE também partilha os seus conhecimentos e troca de ideias com mais de 100 outros países e economias, desde o Brasil, China, Rússia e África do Sul até os países menos desenvolvidos da África.

A Dezembro de 2012, a OCDE tem 25 estados não membros com o estatuto de observadores ou participantes de pleno direito nas suas Comissões. Cerca de 50 não membros participam nos grupos de trabalho, regimes ou programas. A OCDE mantém um diálogo político com o propósito de partilhar as opiniões sobre quais são as melhores práticas a seguir.


Diretrizes para multinacionais
Conceito e Princípios
1. As Diretrizes são recomendações conjuntamente dirigidas pelos governos às empresas multinacionais. Estabelecem princípios e padrões de boa prática, consistentes com a legislação aplicável e os padrões reconhecidos internacionalmente.
2. Os negócios internacionais sofreram grandes alterações estruturais e as próprias Diretrizes evoluíram de modo a refletir essas mudanças. Com o crescimento das indústrias de conhecimento intensivo e a expansão da economia da internet, as empresas de serviços e tecnologia desempenham um papel cada vez mais importante no mercado internacional.
3. As empresas também promoveram o diálogo social sobre o que constitui conduta responsável empresarial e trabalharam com as partes interessadas, inclusive no contexto de iniciativas multiparticipativas (multi-stakeholder) para desenvolver orientações para a conduta responsável das empresas.
4. A OCDE tem contribuído com aspectos importantes para este processo (padrão internacional) através do desenvolvimento de padrões que abrangem áreas como meio ambiente, luta contra a corrupção, interesses do consumidor, governança corporativa e tributação.
As empresas devem:
1. Contribuir para o progresso econômico, ambiental e social, de forma a assegurar o desenvolvimento sustentável.
2. Respeitar os direitos humanos reconhecidos internacionalmente dos afetados por suas atividades.
3. Encorajar a construção de capacidades em nível local em estreita cooperação com a comunidade local, incluindo os interesses empresariais, bem como desenvolvendo as atividades da empresa nos mercados nacional e internacional, de forma compatível com a necessidade de boas práticas comerciais.
4. Encorajar a formação de capital humano, nomeadamente criando oportunidades de emprego e facilitando a formação dos trabalhadores.
As empresas devem:
1. Contribuir para o progresso econômico, ambiental e social, de forma a assegurar o desenvolvimento sustentável.
2. Respeitar os direitos humanos reconhecidos internacionalmente dos afetados por suas atividades.
3. Encorajar a construção de capacidades em nível local em estreita cooperação com a comunidade local, incluindo os interesses empresariais, bem como desenvolvendo as atividades da empresa nos mercados nacional e internacional, de forma compatível com a necessidade de boas práticas comerciais.
4. Encorajar a formação de capital humano, nomeadamente criando oportunidades de emprego e facilitando a formação dos trabalhadores.
5. Abster-se de procurar ou aceitar exceções não previstas no quadro legal ou regulamentar, relacionados a direitos humanos, meio ambiente, saúde, segurança, trabalho, tributação, incentivos financeiros ou outros assuntos.
6. Apoiar e defender os princípios da boa governança corporativa.
7. Elaborar e aplicar práticas de autorregulação e sistemas de gestão eficazes.
8. Promover conscientização e cumprimento por parte dos trabalhadores empregados pelas empresas multinacionais no que diz respeito às políticas da empresa através de divulgação adequada dessas políticas, inclusive através de programas de formação.
Obs: Além de promover nas empresas a saúde ocupacional, empregar pessoal local. Estabelecer e manter um sistema de gestão ambiental apropriado à empresa: impacto positivo no ambiente, A fixação de objetivos mensuráveis e, quando apropriado, de metas no que se refere à melhoria do seu desempenho ambiental e utilização de recursos. Monitoramento do progresso. Manter planos de contingência para prevenir, mitigar e controlar danos graves causados por suas atividades ao meio ambiente e à saúde, incluindo os acidentes e situações de emergência; estabelecendo os mecanismos necessários para alertar de imediato as autoridades competentes.
Combate à Corrupção, à Solicitação de Suborno e à Extorsão
As empresas não deverão, direta ou indiretamente, oferecer, prometer, dar ou solicitar suborno ou outras vantagens indevidas, com vistas a obter ou conservar negócios ou outras vantagens inapropriadas. As empresas deverão, também, resistir à solicitação de suborno e extorsão.
Interesses do Consumidor
Ao tratarem com os consumidores, as empresas deverão reger-se por práticas corretas e justas no exercício das suas atividades comerciais, publicitárias e de comercialização, devendo tomar todas as medidas razoáveis para garantir a qualidade e a confiabilidade dos bens e dos serviços que forneçam.
Concorrência
As empresas deverão:
Realizar suas atividades de maneira consistente com todas as leis e regulamentações de concorrência aplicáveis, levando em conta a legislação sobre concorrência de todas as jurisdições em que as atividades possam ter efeitos anticoncorrenciais.
Tributação
É importante que as empresas contribuam para as finanças públicas dos países de acolhimento, cumprindo pontualmente as obrigações fiscais que lhes competirem.
Fonte http://www.fazenda.gov.br/assuntos/atuacao-internacional/ponto-de-contato-nacional/diretrizes-da-ocde-para-empresas-multinacionais em 07 de setembro de 2019.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

O Papel da Ação na concepção aristotélica da felicidade

O papel da ação na concepção aristotélica da felicidade
Na filosofia prática de  Aristóteles, a teoria da ação tem uma posição central. De fato, a definição de felicidade que encontramos na  Ethica Nicomachea  e na Ethica Eudemia  baseia-se essencialmente na noção de atividade: “o bem humano resulta ser a atividade da alma segundo virtude”, diz ele; e diz ainda: “a felicidade será atividade de uma vida completa segundo virtude completa”. Nestas passagens encontramos, propriamente, o conceito de  energeia  e não o de praxis. Mas, para  Aristóteles, a  energeia  humana é feita de  praxeis: “digamos que o operar próprio do homem seja um certo tipo de vida e que esta consista em uma atividade e em ações da alma unidas a razão”, diz ele, e: “digamos que as ações, e as atividades, que dizem respeito à alma são [os bens] relativos à alma". O homem feliz é aquele que é capaz de realizar as  kalai praxeis  ou  praxeis kat’areten: belas ações, ou ações segundo virtude. A  definição de felicidade e de bem humano resulta, portanto, ser fundada sobre o conceito de  praxis.  A  determinação da felicidade humana traz consigo o conhecimento do que seja uma praxis. (...)
A ação é princípio da virtude em sentido causal: o agir bom produz a virtude e o agir mau produz o vício. Por exemplo, se alguém se habitua a realizar ações corajosas, torna-se corajoso e se alguém se habitua a realizar ações vis, torna-se vil.
(Analytica: Revista de Filosofia, Carlo Natali) Baixe o texto completo
https://revistas.ufrj.br/index.php/analytica/article/view/393/350



quinta-feira, 27 de junho de 2019

Fundação Cesgranrio - lançamento do livro do Prof. Michael Scriven

Fundação Cesgranrio - lançamento do livro do Prof.  Michael Scriven "Avaliação: Um Guia de Conceitos" presença do Presidente Prof. Carlos Alberto Serpa, Professora Thereza Penna Firme e Professora Ligia Gomes Elliot, Professores e Professoras da Faculdade Cesgranrio, Fundação Cesgranrio, Fundação Roberto Marinho e Itaú Social. Um dia memorável para a avaliação no Brasil.






terça-feira, 4 de junho de 2019

Avaliação, uma ciência - comentário

Avaliação, uma ciência - comentário

Michael Scriven

"A questão para mim era: o que eles diriam sobre a avaliação?

Seria uma disciplina, como eles a retrataram, ou simplesmente  um mito ou sonho realizar um trabalho científico com algo que envolvesse valores humanos? O que nos preocupava, no grupo de avaliação, era que eles respeitassem esse tratamento sistemático de avaliação que estava crescendo, na prática, e servindo como apoio extremamente útil aos chefes de Estado e agências federais de educação.


Esse negócio em expansão, a avaliação de programas federais, foi liderado pela enorme revolução no ensino de ciência que estava emergindo como nossa resposta à notável conquista do projeto espacial russo. Pareceu-me que uma nova disciplina com um jargão peculiar não iria muito longe, a menos que se pudesse chegar a um consenso razoável no seu próprio vocabulário.


Portanto, pensei que chegara a hora de tentar elevar o tesauro ao nível de um livro sério de referência acadêmica, o que ele já é na quarta edição. Mas, é claro, é preciso mais do que isso. Então, estávamos publicando textos introdutórios em avaliação e, em seguida, textos avançados especializados que tratavam de questões especificas como análise de custo e como formar avaliadores e o início de uma rede de ofertas de emprego e especial istas disponíveis para preenchê-las, o que entregamos aos caminhos habituais do mercado de trabalho. Então também precisávamos da estrutura funcional de uma ciência.


Quando comecei a olhar para as disciplinas clássicas, mesmo  que eu já fosse um defensor da disciplina e da profissão de avaliação, notei algumas características extraordinárias que desafiaram a suposta abordagem "livre de valores" para as ciências sociais. Era de fato possível argumentar que a avaliação era a disciplina mais importante nas ciências sociais e começamos a pensar em maneiras de configurá-Ia como um assunto distinto. Sua distinção foi notável e a primeira coisa que  me fez sentir que precisávamos de uma disciplina organizada foi o fato de que, no final das contas, toda disciplina tinha um componente de avaliação: o processo de avaliação de hipóteses e metodologias, técnicas, programas de treinamento e publicações.


Em outras palavras, a questão não era se havia algum lugar para a avaliação entre as disciplinas respeitáveis, mas sim, seu lugar estava em todas as disciplinas, a fim de separar o que eu chamaria de "bom" do "ruim". Isto é, distinguir as boas teorias, hipóteses, amostras, bons desenhos experimentais daqueles menos bons e dos claramente inválidos. Isso foi feito com muito cuidado em quase todo texto ou monografia. A Ciência não poderia avançar sem isso.


Isso me levou a duas posições. A primeira, expressa na introdução à quarta edição em inglês, defendia principalmente que a avaliação é urna prática que acontece cm todas as disciplinas. E de fato o que eu chamo de transdisciplina, por direito próprio. Toda disciplina faz avaliação para se distinguir do que é mera pseudociência, história ruim ou teoria legal infundada etc. Longe de ser tratado como um assunto que deve ser mantido longe da ciência, era um assunto que realmente deveria ser estudado com bastante cuidado, já que a Ciência dependia dela. A falta de avaliação sistemática em novas teorias significava estar desenvolvendo uma pseudociência. No caso da astrologia e da parapsicologia malconduzida, foi por causa de
suas metodologias ruins que continuamos a recusar a admissão delas ao rol das grandes ciências. Então, o primeiro ponto que eu queria colocar na quarta edição do Avaliação: Um guia de conceitos era de que a avaliação é transdisciplinar; que é uma disciplina que faz parte de cada disciplina e precisa ser examinada com muito cuidado ao se desenvolver qualquer disciplina.


A segundo posição que foi evoluindo inclui outros pontos de vista da natureza da avaliação que são realmente interessantes, mas apenas desenvolvidos por mim após a publicação da 4a edição. Eles devem ser expandidos sob suas palavras-chave em uma futura edição. A primeira dessas novas ideias foi que não só a avaliação seria um elemento-chave em todas as disciplinas, e deveria ser realizada com muito cuidado e com considerável dificuldade, mas que o resultado dessa luta para definir o que conta como boa teoria dentro da astrobiologia ou educação ou prática era de fato a questão mais importante que as pessoas enfrentavam dentro de uma disciplina. Eu não estava mais defendendo a importância dela, já que a avaliação era amplamente utilizada em todas as disciplinas. 

Eu estava argumentando que se tratava da disciplina mais importante dentre todas as outras disciplinas, porque a vida e morte da disciplina como disciplina dependia de sua aplicação. Já que isso se baseia em aceitar e desenvolver teorias melhores, e não piores, ela agregou valor à conclusão. Então, apresentei a ideia de avaliação como a "disciplina alfa", o que significa a mais importante guardiã das chaves do reino.

Michael Scriven - Avaliação um guia de conceitos
Chianca e Mariana Ceccon Chianca. - 1. ed. - Rio de
Janeiro/ S;1o Paulo: Paz e Terra. 2018.

domingo, 2 de junho de 2019

AVALIAÇÃO - UM GUIA DE CONCEITOS - MICHAEL SCRIVEN

AvaliaçãoUm guia de conceitos

Escrito por Michael Scriven, um dos mais aclamados especialistas em Avaliação em todo o mundo, este livro oferece a profissionais e a estudantes um guia para entender os principais conceitos, acrônimos, processos, técnicas e listas de verificação no campo da avaliação. É a alternativa perfeita às pesadas e caras enciclopédias e também aos glossários sobre essa disciplina, que apresentam definições muito abreviadas. Esta edição brasileira de Evaluation Thesaurus – 4th edition reúne mais de 2 mil verbetes, que contêm informações sobre avaliação de pessoas, programas, teorias científicas, produtos, propostas, performance, e muito mais. Aborda também testes, utilizando itens de múltipla escolha, softwares de avaliação, estratégias para análise de dados, técnicas de grupos focais e metodologias para fazer controle de qualidade. A Avaliação é tratada aqui de forma inédita, indo muito além de sua aplicação em áreas específicas como educação, saúde ou filantropia. O autor indica soluções para dúvidas genéricas, conceitua os termos mais usados e esclarece sobre a linguagemde especialistas da área. Esta edição brasileira apresenta uma entrevista de Thomaz Chianca com o autor. Scriven dá detalhes sobre como se tornou uma das principais referências da Avaliação em todo mundo e reflete sobre o que acrescentaria numa possível nova edição.




A LEITURA RUMINANTE

A LEITURA RUMINANTE

Nietzsche escreve para além do bem e do mal. Escreve sobre o valor da vida. O que é 'moral' para ele é a preservação da vida. Tudo que o incapacita é 'imoral'. A transvaloração dos valores, não está baseada numa virtude religiosa, ou moral dicotômica herdada de Sócrates, Platão e Aristóteles, mas no homem que se torna forte pela vontade de viver e sobreviver. A vontade de potência é potência para vida. Mas como analisar os textos criados por essa dicotomia fraca do homem? Ruminando, desconstruindo, mastigando.  "Um crítico é um leitor que rumina. Ser-lhe-ia necessário ter vários estômagos". A leitura ruminante nos leva a experimentar uma interpretação para além da dicotomia moderna. Uma leitura baseada no exame aprofundado do texto. Para a gradação dos valores, numa variação das cores. Além do preto e do branco.  "A leitura ruminante é um dispositivo interpretativo, produtivo, proliferante e criador, não subordinado a tosca lógica do certo-errado nem a indecorosa procura de uma verdade 'por trás'; vincula-se, antes, ao perspectivismo, ao risco de se lançarem certas luzes e sombras sobre um texto dado, fazendo-o pivotar sobre si e produzir sentido." Maria Cristina Franco Ferraz - Nove Variações sobre temas nietzschianos

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Entrevista sobre Avaliação com a Professora Thereza Penna Firme

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